PSL-RS

Jovem da Baixada Flumense, ativista de software livre, é assassinado por Políciais do RJ
24/Sep/2006 13h41

Na visita que fiz, eu Everton Rodrigues (na Unidade da Casa Brasil de Mesquita no dia 21 de sembro), deparei-me com a triste notícia: Jovem da Baixada Flumense é assassinado por Políciais do RJ, o mesmo participava ativamente do grupo de Hip Hop Setor BF, organização que faz parte do Conselho Gestor do Projeto Casa Brasil da Cidade de Mesquita, projeto de Inclusão Digital Governo Federal. Indigne-se e ajude na "Campanha para Punição dos Assassinos de Ítalo Lopes dos Passos"

Indigne-se e ajude na "Campanha para Punição dos Assassinos de Ítalo Lopes dos Passos" e assine a petição online: http://www.petitiononline.com/tl12345/petition-sign.html

Afinal de contas esse caso é um dos casos da estupidez violência contra as camadas populares, em especial a ao setor da juventude.

De acordo com texto "Texto : Juventude e valores" resultado do resumo das primeiras discussões no Rio nos Círculos da Juventude, uma iniciativa da Consulta Popular, Luta Armada Hip Hop, MMM e FLP. A síntese foi produzida pela Roberta Lobo companheira da Consulta Popular e afirma que:

1 - Mais de 80% da juventude está fora do ensino superior, 32% vivem abaixo da linha de pobreza e 79 mil presos tem menos de 24 anos. A juventude mata e morre nas ruas das periferias de nosso país.

2 - Se atentarmos para o dado de 48 milhões de jovens (15 a 29 anos) que representam 28% da população brasileira e 40% destes jovens vivem nas periferias urbanas com famílias sem rendimento ou com até meio salário mínimo (IBGE, 2000), cabe perguntar: quais são as expectativas de vida destes jovens? O que projetam em termos de ralações humanas? E ainda mais, que realidade de fato é vivida por estes jovens? A cada 2 desempregados 1 é Jovem. 2/3 da População Carcerária é Jovem. 3 a cada 10 jovens tem acesso ao ensino médio. 51% dos jovens pararam no ensino fundamental, 12% pararam no ensino primário. 8 milhões de jovens com baixa escolaridade; 3 milhões e meio sem frequentar a escola.

3 - Existe hoje no Brasil uma estampada guerra civil, marcada pela segregação de territórios e pela frieza social que naturalizam a relação violenta com as classes pobres e subalternas. Esta reação violenta tem como função garantir a superexploração própria da sociedade de classes e do regime de concorrência mundial (Menegat, 2005)

4 - Um importante aspecto desta segregação de territórios é a sua funcionalidade ideológica, que define a parte eleita da população que vive em territórios com condições ideais de existência devido aos seus méritos e capacidades e a parte descartada da população, moralmente fraca e culpada pela ineficiência econômica que os impede de se elevar ao território ideal. (Menegat, 2005)

5 - Na cidade segregada, os favelados que são os incapazes, as bestas, os sem-valor, se tranformam em bandidos que devem ser reprimidos e mortos, de modo a garantir a ordem para a classe dos eleitos. (Menegat, 2005)

6 - Cantos do Pelotão da elite da Polícia Militar do Rio de Janeiro. “O interrogatório é muito fácil de fazer, pega o favelado e dá porrada até doer. O interrogatório é muito fácil de acabar, pega o bandido e dá porrada até matar.

7 - O bandido favelado não se varre com vassoura, se varre com granada, fuzil e metralhadora.”

8 - O favelado transformado em bandido: a definição produzida a partir do local de moradia associa-se a uma condição histórica de não-cidadania, condição de mortos vivos que pode ser ratificada com a morte por meio de porradas e tiros. (Menegt, 2005)

9 - Assim que na década de 90 morreram no Rio de Janeiro 90 mil jovens, na sua maioria pobres e negros.

10 - Não pude me explicar haver perdido este último filho também nas mãos da polícia, com a única diferença de que, se o outro antes havia sido clandestino ou desaparecido, este não passou, desde o princípio de apenas um morto (...) Jogaram o corpo numa fossa imunda, o dele e os de seus dois amigos, todos recém-saídos do baile (...) Lídia Santos. (In: Arce, 1999).

Temos que lutar para os "sem vós" terem, porque senão, e como O Rappa diz: "Paz sem vós, não é paz, é medo.

Projetos de inclusão digital, como as Casas Brasil, os Pontos de Cultura e as Rádios Comuntárias são formas de dar vós e ferramentas de comunicação a quem não tem e precisa, e nós temos que nos indignar, porque, hoje é o Ítalo, que pode ser seu desconhecido, mas amanhã pode ser sua filha ou seu filho. E eu tenho uma filha de 9 anos, e não quero que isso aconteça a ela. Não posso aceitar que minha filha possa correr esses riscos.

É preciso políticas públicas para mobilizar a juventude, ou a barbárie só aumentará, chega de teses, é preciso agir.

A mobilização nas ruas, e digital é urgente. Vamos punir os responsáveis por esse assassinato e assim abrir um debate nacional.

Assine a petição e além disso, divulgue esse documento: http://www.petitiononline.com/tl12345/petition-sign.html

Fonte: Robson Aguiar e Everton Rodrigues